Revista Ortoclínica Volume III Número 2 Outubro 2014 - page 10

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EDITORIAL
Realidade para uns e nova realidade para outros, é o que atualmente se vive
na nossa profissão e, mais especificamente, na área da Ortodontia.
Contrariamente à evolução vibrante, intensa, alicerçada e estimulante da
ciência ortodôntica e do quase inesgotável e sempre atual armamentário que
a suporta, as contrapartidas financeiras são, indubitavelmente, cada vez mais
exíguas roçando, por vezes, o absurdamente degradante.
Todos nós conhecemos a presente situação que, desde há muito afeta e
desafortunadamente continuará a afetar a nossa População, tudo indica por
muito mais tempo. Contudo os diminutos honorários que usufruímos não podem
ser exclusivamente atribuídos à denominada “crise” nacional.
A oportunidade surgida foi, de imediato, aproveitada pelos grupos económicos
que, na sequência da perda acentuada do Serviço Nacional de Saúde,
intervieram com seguros de saúde para colmatar tal perda e, a talhe de foice,
englobaram a área odontológica e com especial abrangência, a Ortodontia.
Naturalmente este é um processo que muito dificilmente terá retorno.
As circunstâncias são adversas em todas as vertentes, mas uma das que
mais nos afeta é a das estruturas profissionais.
Tarefa árdua e difícil para os que têm tamanha responsabilidade e, como tal,
urgentemente deverão atuar.
Se assim não o fizerem podem pôr em causa a dignidade e a estabilidade
de todo um grupo sócio-profissional com consequências de todo imprevisíveis
mas, inevitavelmente nefastas.
Nunca como até agora, foi tão importante e necessário repensar toda
a estratégia adotada de forma coordenada, envolvente, ponderada mas,
sobretudo, determinada.
Saudações Ortodônticas
Miguel da Nóbrega
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